quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Nautical Party - Uma tarde refrescante, com familiares e amigos

O mar que refresca e apazigua, esse elemento inspirador que não devemos temer mas, sim, respeitar, na sua força e vontade as mais das vezes incontrolável.

O Mar foi o tema do 6.º e 8.º aniversário do M. e da C., respectivamente.
Junto dos amiguinhos dos petizes e dos Pais, numa tarde que se prenunciava cinzenta mas que se revelou brilhante e solarenga, adornámos o jardim da Avó M. com uma das minhas paletas de cores preferidas: azul marinho, branco e vermelho.

Aproveitara alguns dias das férias para adquirir parte dos adereços, já pensando que, quando chegasse o mês de Setembro, estaria totalmente impossibilitada, pela distância e pelo muito serviço, de o fazer. O resto, foi improviso sobre improviso, com a enorme boa vontade de quem privilegia a felicidade dos filhotes.
O resultado, para lá da alegria de rever bons amigos e das risadas cristalinas dos pequenos, foi este...



































segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Do regresso a nós mesmos


Que surpresa senti ao verificar que escrevi no blogue, pela última vez, no dia 19 de Outubro de 2013.
Quase quatro anos volvidos, posso dizer que, numa parte substancial, a vida, a minha vida, como a conhecia, esfumou-se.
Em 2013 tinha a convicção de que a minha vinda para o Algarve seria um acidente de percurso, consequência de outros acidentes que não soube evitar, por defeito de personalidade, por feitio ou por outra coisa qualquer.
Não sei se acredito no que, vulgarmente, se designa por destino, certo é que a vida quis que fosse ficando, primeiro, apenas por imposição, depois, também, já por vontade, a que se alia, sem sombra de dúvida, a ausência de volição de voltar a um sítio onde apenas me poderei sentir esmagada pela mágoa e pela sensação de fracasso. Por tudo o que foi, por tudo o que pensei que era (mas que, porventura, nunca foi, afinal), por tudo o que deixou de ser.
Os recomeços serão sempre mais fáceis longe da vista do passado. O passado. Esse passado que não se esquece mas que, para lá das lições aprendidas, deve - assim me forço a pensar - ficar arrumado no seu lugar, sobretudo quando apenas se nos mostra (e isso é tão humano) nos episódios que deixaram marcas fundas no nosso peito.
Julgo que não será cobardia, ou talvez o seja, o que importa, afinal?
Aqui, longe do que antes entendia ser a minha terra, entrei, em 2016, na primeira (espero!) década dos entas.
A aspereza de estar longe, sobretudo, dos meus dois filhos - indiscutivel e inelutavelmente, a minha razão de viver -, as mágoas que, também aqui, ao Sul, se avolumaram no meu coração - a crueldade gratuita, a maledicência ignóbil existe em todo o lado e surge de onde menos se espera! -, têm-me feito crescer dolorosa, mas imensamente.
Aprendi a dizer não, imagine-se..! Aprendi a confiar mais em mim e, em especial, na minha capacidade de superação. Aprendi que, mesmo que a generalidade dos que nos rodeiam se não importe, há, ainda, pessoas que podemos fazer o nosso porto de abrigo. Que nos fazem querer ficar.
São poucos os nossos incondicionais, mas eles existem e dão sentido aos nossos dias.
Não é que não chova, tantas e tantas vezes, pelas janelas do rosto, que não sinta o tão profundo abandono que me corta a respiração, que não experimente, tantas e tantas vezes, uma ausência de sentimento de pertença, que não martele, ainda, o pensamento, teimoso, com os porquês e com todas as inseguranças que o mundo inteiro alberga e que carrego sobre os ombros cansados.
A vida não é fácil, deixar ir não é para fracos, nada foi, por mim, conseguido sem esforço, sem lágrimas, sem dores no corpo e na alma. Eu gostaria de poder dizê-lo de outra forma, dizer a minha verdade pessoal de outro modo, mas não posso.
Mais difícil, nas rasteiras da vida, nas portas que se fecham ou que nós mesmos fechamos, é não nos tornarmos pessoas amargas e cinzentas. Daquelas que geralmente queremos evitar para não sermos contaminados.
Preciso de me salvar. Preciso, já sei, de me tornar mais prática, preciso disso desde sempre. Hoje, vejo-o como a única tábua de salvação. Da minha salvação. Querer justiça para os outros, sim, mas querer, também, para mim, um coração mais amenizado (embora nunca conformado, também o sei e é uma dificuldade acrescida, não nego).
E preciso da escrita, esse apelo que nunca me larga, como que a dizer que os sonhos não podem ser mortos pela cicuta das coisas ruins.
Hoje, dia 28 de Agosto do ano 2017 depois de Cristo, estou de volta ao blogue.
Seja bem-vindo quem vier por bem.

sábado, 19 de outubro de 2013

Rainy day, go away...

O Sábado acordou cinzento.
Chora, agora, como uma criança birrenta e acende o céu com a sua ira, bradando com voz de trovão.
Lá fora, deve já espalhar-se o cheiro a terra molhada, aquele odor carregado de melancolia que sempre associo a dias de perda.
Antes da chegada da chuva, cruzei-me, esta manhã, com uns quantos habitantes desta cidade que ora me dá guarida. Passaram por mim, em passo apressado - talvez a antever a borrasca -, carregando o saco das compras numa das mãos e segurando, com a outra, a mãozinha delicada dos seus filhos.
Talvez não saibam a sorte que têm. Ou talvez saibam e exibam aquela expressão de banalidade para trancar as portas à inveja alheia.
Com um fim de semana de trabalho à porta, com a promessa pérfida de mais uma semana sem ter o abraço dos meus, imponho-me fazer um esforço relativizador, porque, sem ele, dezasseis horas de trabalho diárias, e (mais) cortes, e distância, e saudade... serão demasiadamente esmagadores.
É no consumo de trufas e bolachas que leio a dimensão daquilo que vai cá dentro e que já nem se apazigua através da expressão furiosa que vou exibindo àqueles que, diariamente, teimam em não emprestar um minuto à competência e, dessa forma, tornam ainda mais penoso o que, por natureza, já mais não seria do que caos.
Farta.

domingo, 8 de setembro de 2013

O Setembro dos eternos recomeços

As últimas semanas foram difíceis.
Entre o terminar de trabalhos demorados, a requererem concentração, o assegurar das mudanças de casa e de local de trabalho (com toda a logística, insuportavelmente interminável, que tal comporta), o organizar da casa que fica, agora, ainda mais distante, e o regresso dos petizes às aulas, passei por momentos em que senti, com assinalável pânico, que, em tão curto espaço de tempo, não seria, de todo, possível concretizar tanto quanto era esperado de mim.
Os trabalhos lá se fizeram. As mudanças, sem quebras, também. Os meninos regressam amanhã ao colégio e não deverão ter "falta de material". A casa não ficou perfeita, mas muito se fez.
São estas pequeninas (bem sei!) mas significativas conquistas que aconselham a que, a cada vez que me sinto desesperar, a motivação não se demita.
Vagueio entre a vontade de ser mais "leve" e desprendida e o anseio de  estar sempre à altura das expectativas próprias e alheias.
 
O Setembro dos eternos recomeços chegou.
Traz consigo uma agenda laboral exigente. E novas pessoas. E novos problemas. E, até, um novo Código de Processo Civil e, portanto, dificuldades e desafios acrescidos.
E distância, essa, a mais difícil de encaixar num coração diariamente ataviado de saudade.
Traz também os aniversários dos meus dois filhos, pelos quais "engulo em seco" perante a agenda assoberbada, as pessoas, os seus problemas e, acima de tudo, a distância.
Penso muitas vezes no quanto gostaria que recordassem sempre, de forma feliz, os seus aniversários. Por isso, e ainda que possa parecer tresloucado em face das circunstâncias, não pude deixar de organizar, ainda por Lisboa, alguns preparativos para o lanchinho do M., o primeiro dos aniversariantes do mês. Dia 15, partiremos, por uma tarde, em expedição...
 
 
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Bolinhas de sabão num fim de tarde soalheiro

Mais um ciclo que se encerra.
Amanhã estarei, novamente, numa cidade para mim desconhecida, numa casa que ainda não sabe o meu cheiro, num local de trabalho onde os cantos me parecerão mais ou menos todos iguais.
Um novo ciclo se inicia.
Ansiarei outra vez, particularmente, pela chegada dos fins-de-semana, pelos telefonemas "em alta voz" durante os quais os dois petizes, a "saca-rolhas", me contam como correu o dia de escola e dizem todas aquelas coisas que recordarei para sempre ou enquanto a memória me não atraiçoar.
O Verão está a terminar, o dever de cada um de nós chama-nos, mas dói já pensar em todas as horas em que não os terei.
Terminámos este período, tão bom, a partilhar, a três, uma brincadeira que me comoveu como apenas o fazem as coisas realmente simples da vida e que me fez regressar à janela da cozinha da minha avó, quando a estatura ainda me impedia de chegar ao peitoril da janela sem o amparo da velha cadeirinha alentejana.
Até já, meus amores.
 
(imagem retirada daqui)
 
 
 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Casavostra

Procurávamos, numa destas noites de Agosto, um sítio diferente onde ir jantar.
Um local que fosse agradável para todos os sentidos, como gostamos.
Uns amigos recomendaram-nos o Casavostra, em Almancil, e foi paixão à primeira vista. Literalmente, "à primeira vista", já que o espaço oferece uma harmonia visual de excepção.
A comida, essa, é excelente também!
Recomendo vivamente!
Para jantar é necessário marcar com bastante antecedência, pois as solicitações são mais do que muitas!
 
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Alice in Wonderland Party - Happy Unbirthday!

É difícil acreditar que passaram já quatro meses desde a última publicação no blogue..!
O tempo corre, sempre veloz, ainda que passemos pelos dias (apenas) ocupados com os afazeres profissionais.
Papel, tanto papel empilhado, ataviado de estórias que não são as minhas mas às quais não posso ser indiferente. As teclas do computador gastas de tantas vezes dedilhadas à velocidade que os dedos alcançam, com o cérebro ao comando, sem poder desertar.
Agora, é tempo de férias mas não é. Há ainda - e sempre - muito trabalho para fazer.
Permiti-me, no entanto, espreitar - finalmente - as fotografias captadas no meu aniversário, revisitando o País das Maravilhas onde, por algumas horas, descansei da rotina na companhia da família e de alguns amigos.
Apenas agora, quando as cabecitas dos petizes cá de casa já fervilham em antecipação dos seus próprios dias de celebração. Setembro é, neste lar, um mês de festa.