As últimas semanas foram difíceis.
Entre o terminar de trabalhos demorados, a requererem concentração, o assegurar das mudanças de casa e de local de trabalho (com toda a logística, insuportavelmente interminável, que tal comporta), o organizar da casa que fica, agora, ainda mais distante, e o regresso dos petizes às aulas, passei por momentos em que senti, com assinalável pânico, que, em tão curto espaço de tempo, não seria, de todo, possível concretizar tanto quanto era esperado de mim.
Os trabalhos lá se fizeram. As mudanças, sem quebras, também. Os meninos regressam amanhã ao colégio e não deverão ter "falta de material". A casa não ficou perfeita, mas muito se fez.
São estas pequeninas (bem sei!) mas significativas conquistas que aconselham a que, a cada vez que me sinto desesperar, a motivação não se demita.
Vagueio entre a vontade de ser mais "leve" e desprendida e o anseio de estar sempre à altura das expectativas próprias e alheias.
O Setembro dos eternos recomeços chegou.
Traz consigo uma agenda laboral exigente. E novas pessoas. E novos problemas. E, até, um novo Código de Processo Civil e, portanto, dificuldades e desafios acrescidos.
E distância, essa, a mais difícil de encaixar num coração diariamente ataviado de saudade.
Traz também os aniversários dos meus dois filhos, pelos quais "engulo em seco" perante a agenda assoberbada, as pessoas, os seus problemas e, acima de tudo, a distância.
Penso muitas vezes no quanto gostaria que recordassem sempre, de forma feliz, os seus aniversários. Por isso, e ainda que possa parecer tresloucado em face das circunstâncias, não pude deixar de organizar, ainda por Lisboa, alguns preparativos para o lanchinho do M., o primeiro dos aniversariantes do mês. Dia 15, partiremos, por uma tarde, em expedição...

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