quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Telefonia


No Sábado que passou, o meu Pai e o meu Mano surpreenderam-me com um presente: uma telefonia.
Daquelas que já não há, daquelas que apenas guarda quem por elas tem um valor estimativo muito grande. Quem guarda, no coração bem fundo, a vida assistida pelas músicas e pelas palavras que tais objectos ditaram ao mundo de cada um.
Não deixou de ter a sua graça, pois nenhum deles "frequenta" este blog, pelo que não conhece a fotografia do meu "objecto de que gosto", a telefonia da R..

No Janeiro frio deste ano que corre, o Pai da R. deixou neste espaço este comentário, que agora transcrevo:

«Abri agora o blog da Rita e por lá estar o teu, resolvi dar uma espreitadela rápida. Do pouco que vi (e foi pouco porque tenho que sair agora mesmo) ressaltou a imagem do rádio que elegeste como "o Objecto".
Emocionei-me porque esse rádio tem história, que certamente a vou contar um dia destes. Esse rádio tem mais de 60 anos e uma vida para contar. Fica à espera.
Para agora quero desejar-te um bom ano, com muitos criminosos julgados e presos.
Para ti e para a tua restante família vai um abraço de amizade e o desejo de muitas alegrias neste ano que todos dizem que vai ser penoso. Deixo aqui o meu blog onde costumo escrever umas "patetices". www.poezzart.blogspot.com beijinhos».

Palavras que ficaram no meu coração, pelo seu significado e porque vindas de alguém por quem tenho muita estima.
A elas retornei com a chegada da telefonia a esta casa.
Não conheço as histórias desta telefonia, mas quero conhecer as daqueloutra, que vive noutra casa e no coração de quem, com ela, viveu e vive uma vida rica de paixão e de poesia.
Aguardo, pois, Júlio, com grande expectativa o que tem para nos contar sobre essa telefonia e sobre tudo quanto da vida quiser.

2 comentários:

Rita Mira disse...

Combinamos um jantar todos cá em casa para partilha de histórias...

Obturador disse...

Parece-me boa ideia. Também gosto muito da vossa telefonia